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Você sabe usar bem a sua Câmara? 

19 de outubro de 2019 - Escrito por Jorge Monclar (Diretor de Fotografia e professor na AICTV)

A fotografia é a embalagem de uma obra audiovisual ficcional. É ela quem dá o “clima dramático” da história que um diretor de cinema ou televisão tenta narrar. Ela valoriza o figurino criado para os personagens, completa o visual do cenário para os ambientes onde se passam as ações da historia contada e auxilia os atores a tornarem verossímeis os personagens que transitam nestes ambientes iluminados e enquadrados pela fotografia do filme.

Um Diretor de Fotografia busca uma paleta de cores empregando os refletores e os filtros indicados. Emprega as lentes corretas que proporciona os enquadramentos convenientes, visando obter um discurso preciso. Isso resultará na emoção desejada pelo roteiro e o diretor da obra. Utiliza-se de movimentos de câmera, buscando suportes corretos (travelling, gruas, steadicam, drones e etc), para conseguir colocar o espectador no seio das ações, “vivenciando” através do olhar da câmera a sensação dramática que o personagem se expõe e com quem se identifica naquela narrativa. 

As lentes são como os variados “olhares” humanos, visto de perto ou de longe, destacando algo, dando ênfase a um detalhe ou sentindo o peito se encher ao visualizar um grande espaço. Movimentos sutis ou grandiosos, discretos ou épicos, tudo em busca da emoção desejada a ser transmitida subjetivamente ao espectador. 

O diretor de fotografia é o condutor do olhar do espectador. É o principal auxiliar do diretor na escritura do filme. É quem harmoniza varias áreas da criação em prol do discurso do diretor da obra audiovisual. Por traz de grandes cineastas ou diretores de televisão, observe, estão nomes de grandes D.F. como: 

Sven Nykvist (em “Gritos e Sussuros” 1973 de Igmar Bergman), Vittorio Storaro (“O Último Imperador” de Bernardo Bertolucci – 1989), Giuseppe Rotundo ( em“Lagoa Azul” de Nestor Almendros 1980), Henry Alekan ( em “A Bela e a Fera” de Jean Cocteau), Gordon Willis ( em “O Poderoso Chefão” de Frans Ford Copolla – 1990), Vilmos Zsigmond ( em “Contatos Imediatos de terceiro grau”de Steve Spilberg – 1977), Ricardo Aranovich ( ”O Baile ” de Ettore Scola ) e entre nós: Helio Silva ( “Rio 40 Grasus” de Nelson Pereira dos Santos – 1955),EdgarBrasil ( em “Limite” de Mário Peixoto – 1931, Afonso Beato 

( em “Tudo sobre minha mãe” de Pedro Almodovar), Walter Carvalho ( em “Central do Brasil” de Walter Salles), Lauro Scorel ( em “Eles não usam Black Tie” de Leon Hirszman , e muitos outros. 


Jorge Monclar
Diretor de Fotografia 

 

 

Este artigo foi retirado do site oficial a Academia Internacional de Cinema e Televisão, Rio de Janeiro.

 

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